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Senhora de Porto de Ave
Senhora de Porto de Ave | Taíde http://blogdapovoadelanhoso.blogspot.pt/
Posted by Blogues Vale Do Cávado on Segunda-feira, 13 de Julho de 2015
Religião e gastronomia nas tradições de Porto d' Ave
O Santuário de Nossa Senhora de Porto d’Ave estava completamente lotado. Entrar era praticamente impossível. Cá fora, os fiéis foram escutando a eucaristia pelas colunas que foram instaladas pela organização. De Manuel Linda, bispo auxiliar de Braga, durante a homilia, ouviram-se palavras a convidar a uma reflexão. Uma correcção de comportamentos em nome dos verdadeiros valores da igreja.
“A Igreja é vista como um porto de salvação”, começou por referir. “Contudo vale mais dar três voltas de joelhos ao Santuário ou confessar-se, procurando a remissão dos pecados?” Por vezes ouve-se que são os próprios padres que estragam a Igreja, todavia já muitos ouviram o Papa falar na fé. Este é realmente o ano da fé e é preciso pensar nos verdadeiros valores da igreja. Não basta dar três voltas de joelhos ao Santuário, como não basta levar a noiva ao altar ou os filhos à cataquese”, considerou Manuel Linda, numa alusão à alteração de comportamentos.
Cá fora os fiéis mantinham-se em silêncio. À escuta. De pé ou sentados na pedra do santuário ou até em bancos trazidos de casa. À procura de uma sombra, porque a manhã em Porto d’Ave convidava a fugir da dureza e da intensidade dos raios de sol. As palavras de Manuel Linda deixaram alguns a brilhar. Renovou-lhes a esperança, mesmo com o convite à reflexão. A bondade, o amor ao próximo, os comportamentos de acordo com a lei da Igreja, assentes numa fé inabalável, foram os aperitivos para a romaria. “Sabe bem vir à Igreja”, disse uma das fiéis, que pela sua expressão deixou transparecer algum tempo de ausência.
Cá fora os fiéis mantinham-se em silêncio. À escuta. De pé ou sentados na pedra do santuário ou até em bancos trazidos de casa. À procura de uma sombra, porque a manhã em Porto d’Ave convidava a fugir da dureza e da intensidade dos raios de sol. As palavras de Manuel Linda deixaram alguns a brilhar. Renovou-lhes a esperança, mesmo com o convite à reflexão. A bondade, o amor ao próximo, os comportamentos de acordo com a lei da Igreja, assentes numa fé inabalável, foram os aperitivos para a romaria. “Sabe bem vir à Igreja”, disse uma das fiéis, que pela sua expressão deixou transparecer algum tempo de ausência.
O bife que parece manteiga e o mito do melão que pica
Há quem diga que em Porto d’Ave, nos dias de romaria, se come o melhor bife do mundo. Bastam umas pedras de sal, num avantajado naco de vazio que até sai por fora do prato e na boca parece manteiga. A sobremesa também é de respeito. Melões casca de carvalho, os famosos que picam na boca. Mas para os encontrar, quase um tesouro se tem que procurar...
“O bife até os desdentados os podem comer”, diz André Marques para o seu filho de 5 anos. “Como eu pai? Como tu e não só meu filho”.
Vítor Fernandes, proprietário de um dos restaurantes, natural de Fafe, e que marca presença nas principais romarias do Minho mostrou-se agradado “com o empenho da organização em criar todas as condições”. O seu espaço estava equipado com todo o tipo de máquinas, de forma “a oferecer o melhor aos clientes”.
Há quem diga que em Porto d’Ave, nos dias de romaria, se come o melhor bife do mundo. Bastam umas pedras de sal, num avantajado naco de vazio que até sai por fora do prato e na boca parece manteiga. A sobremesa também é de respeito. Melões casca de carvalho, os famosos que picam na boca. Mas para os encontrar, quase um tesouro se tem que procurar...
“O bife até os desdentados os podem comer”, diz André Marques para o seu filho de 5 anos. “Como eu pai? Como tu e não só meu filho”.
Vítor Fernandes, proprietário de um dos restaurantes, natural de Fafe, e que marca presença nas principais romarias do Minho mostrou-se agradado “com o empenho da organização em criar todas as condições”. O seu espaço estava equipado com todo o tipo de máquinas, de forma “a oferecer o melhor aos clientes”.
Sobre os bifes garante que “tem que ser de boi ou de vaca. Há quem use novilho ou vitela, mas o sabor é totalmente distinto. Este tipo de carne leva apenas uma pitada de sal, uns minutos na grelha e na boca é uma delícia”. Pagou 400 euros pelo espaço, garantindo que “este preço já não muda há alguns anos”. “É importante que a a organização tenha pense dessa forma, de modo a que a tradição se mantenha bem viva”, acrescentou.
Uma descida no espaço, rumo às carrinhas de melões e melancias. A promessa do verdadeiro casca de carvalho está nas mãos de António Teixeira. Durante a semana trabalha “numa fábrica”, ao fim-de-semana desloca-se às festas para vender e ajudar o pai. “Chego a vender 500 quilos num dia”. Dizem os antigos que o verdadeiro casca de carvalho é mergulhado em água e vai ao fundo. Os que picam. Os outros ficam à tona. António Teixeira defende que isso “é um mito”.
“Consigo perceber sem os mergulhar na água e garanto-lhe que vai picar”. E as vendas estão a correr bem? “Mal. Este ano há muita concorrência”. Compra feita para fazer o teste. Há quem diga que só em mil é que lá aparece um que pica. São os mitos de um melão, quase considerado tesouro nacional.
Os diabetes...
A romaria de Porto d’Ave é igualmente pródiga nos doces tradicionais. Cavacas, miniaturas, um pão doce, broas de milho caseiras, rolinhos de marmelada e até o pão de Deus. São várias as bancas com as vendedoras a chamarem pelos visitantes. “Ó cara linda não quer um docinho? Para levar para a esposa? Ou para dar aos meninos?”. Sobe-se a rampa e são várias as frases de engate ao cliente. Está a correr bem o negócio? “Mal muito mal. Esta crise tornou as pessoas azedas. Ninguém quer gastar dinheiro ou estão todos diabéticos”, defende a vendedora Pureza Gonçalves.
03-09-2012 - Correio do Minho
Uma descida no espaço, rumo às carrinhas de melões e melancias. A promessa do verdadeiro casca de carvalho está nas mãos de António Teixeira. Durante a semana trabalha “numa fábrica”, ao fim-de-semana desloca-se às festas para vender e ajudar o pai. “Chego a vender 500 quilos num dia”. Dizem os antigos que o verdadeiro casca de carvalho é mergulhado em água e vai ao fundo. Os que picam. Os outros ficam à tona. António Teixeira defende que isso “é um mito”.
“Consigo perceber sem os mergulhar na água e garanto-lhe que vai picar”. E as vendas estão a correr bem? “Mal. Este ano há muita concorrência”. Compra feita para fazer o teste. Há quem diga que só em mil é que lá aparece um que pica. São os mitos de um melão, quase considerado tesouro nacional.
Os diabetes...
A romaria de Porto d’Ave é igualmente pródiga nos doces tradicionais. Cavacas, miniaturas, um pão doce, broas de milho caseiras, rolinhos de marmelada e até o pão de Deus. São várias as bancas com as vendedoras a chamarem pelos visitantes. “Ó cara linda não quer um docinho? Para levar para a esposa? Ou para dar aos meninos?”. Sobe-se a rampa e são várias as frases de engate ao cliente. Está a correr bem o negócio? “Mal muito mal. Esta crise tornou as pessoas azedas. Ninguém quer gastar dinheiro ou estão todos diabéticos”, defende a vendedora Pureza Gonçalves.
03-09-2012 - Correio do Minho
Taíde já vive a romaria
O início das novenas ocorreu este sábado, com a pregação a cargo do padre Albano Teixeira Fraga. A noite ficou marcada pelo Festival Folclórico, no Terreiro das Músicas. As novenas, com pregação e ladaínha prolongam-se até ao próximo dia 1 de Setembro.
Ontem, foi dia da procissão para a capelinha de Nossa Senhora da Boa Morte, enquanto que o Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso encarregou-se da animação, apresentando o espectáculo ‘O desejado’.
Ontem, foi dia da procissão para a capelinha de Nossa Senhora da Boa Morte, enquanto que o Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso encarregou-se da animação, apresentando o espectáculo ‘O desejado’.
Um desfile de moda, com a participação especial de Joana Cruz, é motivo de interesse esta noite, ao passo que amanhã decorre a noite de karaoke.
Na quarta-feira, para além da novena, às 9 horas, o programa contempla o Ofício do sufrágio pelos Irmãos e benfeitores da Confraria já falecidos. No final, realizam-se as confissões. O encontr o de concertinas é a actividade agenda para a noite desse dia, num evento cujo início ocorre pelas 21 horas.
Na quarta-feira, para além da novena, às 9 horas, o programa contempla o Ofício do sufrágio pelos Irmãos e benfeitores da Confraria já falecidos. No final, realizam-se as confissões. O encontr o de concertinas é a actividade agenda para a noite desse dia, num evento cujo início ocorre pelas 21 horas.
A grandiosa procissão de velas, às 21 horas de sexta-feira, é um dos momentos altos do programa religioso, num dia que conta ainda com a actuação de José Cid.
No sábado, 1 de Setembro, está agendada para as 17 horas a adoração ao Santíssimo Sacramento. A Banda Régis actua pelas 22 horas, numa noite que vai terminar com um espectáculo de fogo de jardim.
No sábado, 1 de Setembro, está agendada para as 17 horas a adoração ao Santíssimo Sacramento. A Banda Régis actua pelas 22 horas, numa noite que vai terminar com um espectáculo de fogo de jardim.
O principal dia da festa, domingo, dia 2, fica marcado pelos actos religiosos, onde a eucaristia solenizada, presidida pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, assume papel principal.
A grandiosa procissão, organizada pelo agrupamento de escuteiros de Taíde, sai à rua pelas 17 horas, logo depois da actuação da Banda Musical de Rio Mau. Neste acto vão participar a fanfarra dos escuteiros de Garfe e os romeiros da Ribeira Cávado.
A grandiosa procissão, organizada pelo agrupamento de escuteiros de Taíde, sai à rua pelas 17 horas, logo depois da actuação da Banda Musical de Rio Mau. Neste acto vão participar a fanfarra dos escuteiros de Garfe e os romeiros da Ribeira Cávado.
À noite há música e uma sessão de fogo de cachoeira e fogo cruzado, para encerrar a festa.
27-08-2012 - Correio do Minho
27-08-2012 - Correio do Minho
“Nossa verdadeira dívida é o amor”
A missa em honra de Nossa Senhora do Porto d’Ave e a majestosa procissão, no dia de ontem, foram dois dos momentos altos da Romaria de Nossa Senhora do Porto d’Ave, realizada na freguesia de Taíde.
Num momento de grande fé, muitos devotos de Nossa Senhora do Porto d’Ave deslocaram-se ao santuário mariano para cumprir as suas promessas e assistir aos momentos religiosos que integraram aquela romaria.

Num momento de grande fé, muitos devotos de Nossa Senhora do Porto d’Ave deslocaram-se ao santuário mariano para cumprir as suas promessas e assistir aos momentos religiosos que integraram aquela romaria.
Iniciada a 27 de Agosto, a romaria de Nossa Senhora do Porto d’Ave teve o seu culminar no dia de ontem. Durante os vários dias, a fé e a devoção a Nossa Senhora trouxe a Porto d’Ave milhares de devotos, vindos de vários pontos da região.
No dia de ontem, e logo pela manhã, os fiéis cumpriam as suas promessas em volta do santuário, alguns deles de joelhos e transportando objectos em cera. Ao recinto foram chegando alguns romeiros que realizaram a viagem a pé desde outras freguesias do concelho e de outros concelhos vizinhos.
Cumpridas as promessas, os fiéis marcaram presença na missa em Honra de Nossa Senhora do Porto d’Ave, presidida pelo bispo-auxiliar de Braga, D. António Couto.
Pegando na liturgia da palavra, o bispo-auxiliar de Braga alertou para a responsabilidade de cada um de nós perante os Irmãos que nos rodeiam. Das suas palavras, sobressaiu a necessidade de manter os corações abertos para ajudar, orientar e auxiliar os outros.
“Somos mais ou menos assim, capazes de humilhar, capazes de desprezar, capazes de abandonar os nossos irmãos, talvez, quando eles mais precisam de nós”, referiu D. António Couto.
“Nunca abandoneis ninguém, nunca rejeiteis ninguém, nunca ponhais ninguém de lado, nunca humilheis ninguém”, alertou o bispo-auxiliar de Braga.
“Irmãos, tendes uma grande dívida uns para com os outros, revelou D. António Couto, pegando nas palavras de S. Paulo.
“De dívida nós percebemos todos nos tempos em que estamos. Mas, não é de euros, nem de dólares, nem de ouro. Somos todos devedores de amor uns para com os outros. A nossa dívida, a nossa dívida mais funda e a nossa dívida verdadeira é o amor. Estamos sempre a dever o amor uns aos outros. Felizmente, nunca conseguiremos saldar esta dívida. Poderemos saldar a dívida de euros mas nunca saldaremos a dívida do amor”.
Procissão foi momento alto da romaria
Num acto organizado pelo Agrupamento de Escuteiros de Taíde, a grandiosa procissão em honra de Nossa Senhora do Porto d’Ave foi um dos momentos mais aguardados pelos devotos. Dez andores adornados com flores naturais e dezenas de figurantes deram uma majestosidade ainda maior ao acto religioso. As autoridades civis e religiosas, assim como as várias associações locais e a Real Confraria de Nossa Senhora do Porto d’Ave marcaram presença na majestosa procissão, que contou ainda com guarda de honra montada a cavalo.

No dia de ontem, e logo pela manhã, os fiéis cumpriam as suas promessas em volta do santuário, alguns deles de joelhos e transportando objectos em cera. Ao recinto foram chegando alguns romeiros que realizaram a viagem a pé desde outras freguesias do concelho e de outros concelhos vizinhos.
Cumpridas as promessas, os fiéis marcaram presença na missa em Honra de Nossa Senhora do Porto d’Ave, presidida pelo bispo-auxiliar de Braga, D. António Couto.
Pegando na liturgia da palavra, o bispo-auxiliar de Braga alertou para a responsabilidade de cada um de nós perante os Irmãos que nos rodeiam. Das suas palavras, sobressaiu a necessidade de manter os corações abertos para ajudar, orientar e auxiliar os outros.
“Somos mais ou menos assim, capazes de humilhar, capazes de desprezar, capazes de abandonar os nossos irmãos, talvez, quando eles mais precisam de nós”, referiu D. António Couto.
“Nunca abandoneis ninguém, nunca rejeiteis ninguém, nunca ponhais ninguém de lado, nunca humilheis ninguém”, alertou o bispo-auxiliar de Braga.
“Irmãos, tendes uma grande dívida uns para com os outros, revelou D. António Couto, pegando nas palavras de S. Paulo.
“De dívida nós percebemos todos nos tempos em que estamos. Mas, não é de euros, nem de dólares, nem de ouro. Somos todos devedores de amor uns para com os outros. A nossa dívida, a nossa dívida mais funda e a nossa dívida verdadeira é o amor. Estamos sempre a dever o amor uns aos outros. Felizmente, nunca conseguiremos saldar esta dívida. Poderemos saldar a dívida de euros mas nunca saldaremos a dívida do amor”.
Procissão foi momento alto da romaria
Num acto organizado pelo Agrupamento de Escuteiros de Taíde, a grandiosa procissão em honra de Nossa Senhora do Porto d’Ave foi um dos momentos mais aguardados pelos devotos. Dez andores adornados com flores naturais e dezenas de figurantes deram uma majestosidade ainda maior ao acto religioso. As autoridades civis e religiosas, assim como as várias associações locais e a Real Confraria de Nossa Senhora do Porto d’Ave marcaram presença na majestosa procissão, que contou ainda com guarda de honra montada a cavalo.
Aos andores de S. Miguel, Senhora de Fátima, Santo António, Senhora da Graça, Senhora da Boa Morte, Santa Ana, Imaculado Coração de Maria, S. José e Menino Jesus, juntou-se o andor de Nossa Senhora do Porto d’Ave, com guarda de honra pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso. A Fanfarra dos Escuteiros de Garfe, assim com as bandas de Música de Calvos, do concelho da Póvoa de Lanhoso, e de Golães, de Fafe, marcaram presença no cortejo religioso.
Já passavam das 17 horas quando a procissão saiu à rua. Ao longo das principais artérias, os devotos foram-se concentrando para assistir à passagem dos vários andores que integraram o cortejo. A grandiosidade da procissão da Romaria de Porto d’Ave atrai cada vez mais devotos.
Já passavam das 17 horas quando a procissão saiu à rua. Ao longo das principais artérias, os devotos foram-se concentrando para assistir à passagem dos vários andores que integraram o cortejo. A grandiosidade da procissão da Romaria de Porto d’Ave atrai cada vez mais devotos.
05-09-11 - Correio do Minho
Homenagem à Mindinha das Escolas

Na noite de um de Abril a Mindinha das Escolas de Porto d'Ave foi alvo duma homenagem com toda a comunidade envolvida numa festa animada que decorreu no Salão da Real Confraria. Para falar da Mindinha com a justiça que ela merece este blogue não chegava. Naquela escola passaram centenas ou milhares de crianças e professores, e não é possível ouvir outra coisa que não sejam elogios onde se notam já algumas lágrimas fruto da saudade que já se começa a sentir. Fica aqui um trabalho fotográfico feito pelas actuais professoras da Escola Primária, um dos pontos altos da noite e de seguida uma mensagem enviada pela Professora Antónia Pereira que não pode marcar presença na festa, mas que durante muitos anos partilhou o mesmo espaço com a Mindinha a quem cheia de orgulho chama de 'Colega'.
01-04-11 - PORTO DE AVE
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